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Tribunal sueco mantém multa de SEK 44 milhões contra bet365 por falhas em limites de depósito e proteção ao jogador

A Corte Administrativa de Apelação da Suécia confirmou penalidades de SEK 44 milhões contra as empresas Hillside do grupo bet365 por oferecer opção de depósito “sem limite” e falhas na resposta a sinais de jogo problemático. As licenças suecas foram mantidas após medidas corretivas.

Atualizado em out 18, 2026 por Redação SafeCasinoCompare 18+ jogo responsavel
Fachada do tribunal administrativo na Suécia onde foi julgada a apelação da bet365
Fachada do tribunal administrativo na Suécia onde foi julgada a apelação da bet365
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A Corte Administrativa de Apelação da Suécia confirmou nesta semana multas de SEK 44 milhões (cerca de R$ 23 milhões) contra duas empresas do grupo bet365 por violações nas regras de limites de depósito e proteção ao jogador. As licenças suecas da operadora foram mantidas, mas as penalidades e advertências permanecem em vigor.

O caso, que tramita desde 2023, envolve as empresas Hillside (Sports) ENC, multada em SEK 40 milhões, e Hillside (Gaming) ENC, com penalidade de SEK 4 milhões. As violações ocorreram entre 1º de janeiro de 2019 e 19 de abril de 2022, período em que a plataforma permitia que clientes selecionassem a opção “sem limite” para depósitos, em vez de escolher um valor numérico máximo.

Entendendo o caso: depósito “sem limite” e falhas de monitoramento

O regulador sueco Spelinspektionen considerou que a opção “sem limite” não atendia aos requisitos da licença do país, que exige que os jogadores estabeleçam limites voluntários de depósito. A bet365 argumentou que existia um teto técnico oculto de SEK 500 milhões, mas o tribunal concluiu que um limite invisível e não definido pelo próprio jogador não cumpre a exigência legal.

Além da questão dos depósitos, a investigação analisou a rapidez com que as empresas agiam quando clientes apresentavam sinais de jogo problemático. O regulador classificou as falhas como “graves e sistemáticas”, o que poderia levar à revisão — e possível revogação — das licenças de operação.

Medidas corretivas e manutenção das licenças

Durante a investigação, as empresas tomaram medidas corretivas, o que fez com que a resposta do regulador se limitasse a advertências, multas e exigências adicionais, sem chegar à perda das licenças. As medidas incluem:

  • Revisão obrigatória de clientes que percam mais de SEK 10 mil (cerca de R$ 5.200) em um mês
  • Atenção redobrada a jogadores que retornam ao jogo após autoexclusão
  • Proteção adicional para jogadores jovens (18 a 24 anos)

A decisão do tribunal de apelação confirma que o argumento da bet365 — de que um teto técnico invisível tornava a opção “sem limite” compatível — não foi aceito.

Redução das multas em relação aos valores originais

As penalidades atuais são menores que os valores inicialmente aplicados pelo Spelinspektionen em 2023, que somavam SEK 79 milhões. A Corte Administrativa reduziu os valores em junho de 2024 para SEK 44 milhões, e o tribunal de apelação manteve essa redução.

A redução seguiu uma decisão da Corte Administrativa Suprema sobre como calcular o teto legal para multas no setor de apostas. O cálculo anterior usava o faturamento bruto; a nova interpretação exige o uso do faturamento líquido, o que reduziu o valor máximo aplicável.

O que isso significa para operadores no Brasil

Para o mercado brasileiro, o caso sueco serve como precedente relevante. A regulamentação de apostas de quota fixa no Brasil, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, exige que operadores autorizados implementem mecanismos de jogo responsável, incluindo limites de depósito e ferramentas de autoexclusão.

A decisão sueca reforça três pontos importantes:

  • Limites de depósito devem ser visíveis e definidos pelo jogador, não tetos técnicos ocultos
  • Operadores precisam agir proativamente diante de sinais de jogo problemático, não apenas enviar mensagens automáticas
  • A falha sistemática nessas áreas pode levar a multas significativas e risco de perda de licença

O Brasil conta com o programa oficial de autoexclusão (Autoexclusao Apostas Brasil) e exige que operadores ofereçam limites de depósito, pausas e outras ferramentas de jogo responsável. Operadores que atuam ou pretendem atuar no mercado brasileiro devem observar atentamente esse tipo de enforcement internacional.

Pontos principais

Aspecto Detalhe
Empresas multadas Hillside (Sports) ENC: SEK 40 milhões; Hillside (Gaming) ENC: SEK 4 milhões
Violação principal Opção “sem limite” de depósito e falhas na resposta a sinais de jogo problemático entre 2019 e 2022
Situação atual Licenças mantidas; multas e advertências confirmadas; medidas corretivas em andamento

Contexto regulatório mais amplo

O caso insere-se em um movimento mais amplo de fiscalização sobre se os operadores vão além de mensagens automáticas quando a atividade do cliente indica risco. Recentemente, a Evolution enfrentou um acordo de £ 6 milhões no Reino Unido por questões de conformidade regulatória, embora os fatos e questões de licenciamento sejam diferentes.

Para o leitor brasileiro que pesquisa cassinos e sites de apostas, a lição principal é: operadores sérios oferecem limites de depósito claros e visíveis, respondem rapidamente a sinais de jogo problemático e cumprem as regras de cada jurisdição onde atuam. Ferramentas como autoexclusão, limites de perda e pausas obrigatórias devem estar disponíveis e funcionando.

Fonte: CasinoBeats — “bet365 keeps Swedish licences after SEK44m no-limit deposit case” (https://casinobeats.com/2026/10/17/bet365-sweden-penalties/)