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Juiz Federal Decide Levar a Julgamento Suposto Mandante dos Assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira na Amazônia

Um juiz federal no Amazonas determinou que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como "Colômbia", irá a julgamento por júri popular como suposto mandante dos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do ativista Bruno Pereira.

Atualizado em jun 12, 2026 por Redação SafeCasinoCompare 18+ jogo responsavel
Imagem ilustrativa da Amazônia onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram assassinados
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Juiz Federal Decide Levar a Julgamento Suposto Mandante dos Assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira na Amazônia
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EXCERPT: Um juiz federal no Amazonas determinou que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, irá a julgamento por júri popular como suposto mandante dos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do ativista Bruno Pereira.
CATEGORY: news
TAGS: Dom Phillips, Bruno Pereira, Amazônia, julgamento, Ruben Dario da Silva Villar
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SEO_DESCRIPTION: Juiz federal decide que Ruben Dario da Silva Villar será julgado como suposto mandante dos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira na Amazônia. Entenda o caso.
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Um juiz federal no estado do Amazonas decidiu que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido pelo apelido “Colômbia”, será julgado por um júri popular como o suposto mandante e financiador dos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do ativista brasileiro Bruno Pereira. A decisão foi proferida quatro anos após os crimes que chocaram o Brasil e a comunidade internacional.

A juíza Cristina Lazzari Souza concluiu, com base nas acusações apresentadas pelos procuradores federais, que existem “indícios suficientes de autoria” para que Silva Villar seja levado a julgamento. A investigação aponta para uma complexa rede criminosa e para a motivação por trás dos brutais assassinatos.

Detalhes do Caso

Ponto Detalhe
Fonte theguardian.com
Data 2026-06-09T13:01:38+00:00
Acusado Ruben Dario da Silva Villar (“Colômbia”)
Vítimas Dom Phillips (jornalista britânico) e Bruno Pereira (ativista brasileiro)
Local Vale do Javari, Amazônia
Acusação Homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáveres

A Rede Criminosa e a Motivação

De acordo com a investigação da polícia federal, Silva Villar liderava uma rede criminosa transnacional que explorava o território indígena do Vale do Javari, uma das maiores reservas indígenas do Brasil. Bruno Pereira se tornou um alvo por seus esforços incansáveis no combate à pesca ilegal na região. A polícia concluiu que o trabalho de Pereira causou perdas significativas à organização criminosa de Silva Villar, que supostamente comprava peixe pescado ilegalmente para revenda no Peru e na Colômbia.

Phillips estava acompanhando Pereira em uma viagem de reportagem para um livro sobre a proteção da Amazônia. Segundo a polícia, ele foi morto para eliminar uma testemunha após presenciar o assassinato do ativista. Ambos foram emboscados e mortos em 5 de junho de 2022, perto da cidade amazônica de Atalaia do Norte, enquanto retornavam de uma viagem ao limite do Vale do Javari.

As Evidências Apresentadas

Apesar de a defesa de Silva Villar ter solicitado o arquivamento do caso, alegando insuficiência de provas, a juíza concluiu que havia “prova da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria”. Os promotores federais encontraram centenas de chamadas telefônicas entre Silva Villar e os homens locais acusados de executar os assassinatos, nos dias anteriores, durante e imediatamente após os crimes.

As investigações também indicam que o suposto mandante forneceu a munição utilizada nos assassinatos e pagou as despesas legais iniciais de um dos atiradores. Em sua decisão, a juíza observou que, “embora não haja indicação de que o réu [Silva Villar] tenha realizado diretamente os assassinatos, as evidências apontam para um possível papel de mandante ou participante”.

Repercussão e Próximos Passos

O procurador-chefe, Guilherme Diego Rodrigues Leal, saudou a decisão, afirmando que “a punição rigorosa dos responsáveis não é apenas uma resposta à gravidade do crime, mas também um marco educacional crucial na prevenção da repetição da violência na Amazônia”. Atualmente, Silva Villar está preso por acusações separadas relacionadas ao uso de documentos falsos.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), organização com a qual Bruno Pereira colaborava, emitiu um comunicado afirmando que “recebe a decisão com respeito” e que “mantém sua confiança nas instituições competentes e espera que os próximos passos prossigam com a seriedade, transparência e rigor exigidos, em respeito à memória de Bruno e Dom, suas famílias e a sociedade como um todo”.

Lo que falta confirmar

Ainda não há uma data definida para o julgamento de Silva Villar. Além dele, outros três homens locais acusados de executar os assassinatos e ocultar os corpos também estão sob custódia aguardando julgamento. A definição da data do júri popular e os desdobramentos do processo serão cruciais para a busca por justiça neste caso de grande repercussão.

Fonte: https://www.theguardian.com/world/2026/jun/09/alleged-mastermind-murders-dom-phillips-bruno-pereira-stand-trial