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Greenpeace Denuncia Lavagem de Ouro Ilegal na Amazônia com Permissões Falsas, Movimentando Bilhões
Uma investigação do Greenpeace revela que a exploração ilegal de ouro na Amazônia brasileira utiliza permissões de mineração falsas para lavar quase US$ 4 bilhões, mascarando a origem do metal e burlando a fiscalização.

Uma nova investigação da organização ambiental Greenpeace revelou que a exploração ilegal de ouro na Amazônia brasileira continua a movimentar bilhões de dólares, utilizando um engenhoso esquema de "lavagem" da origem do metal. O estudo, divulgado em 31 de maio de 2026, aponta que permissões de mineração emitidas para áreas sem atividade real são usadas para mascarar o ouro extraído clandestinamente, injetando-o no mercado legal.
A pesquisa estima que cerca de 26,8 toneladas de ouro foram comercializadas com base nessas autorizações fraudulentas entre 2018 e março de 2026, gerando um volume financeiro de aproximadamente US$ 3,88 bilhões. Este valor sublinha a escala do problema e a sofisticação das táticas empregadas pelos garimpeiros ilegais, mesmo diante de esforços governamentais para combater a prática.
O Esquema da Lavagem de Ouro
A análise do Greenpeace detalha que o sistema se baseia em autorizações de lavra concedidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) para locais que, na prática, não apresentam qualquer sinal de exploração mineral. Essas licenças criam uma fachada documental que permite aos criminosos validar e comercializar ouro proveniente de garimpos ilegais, muitas vezes localizados em territórios indígenas e áreas de proteção ambiental.
A investigação examinou 187 áreas florestais com autorizações da ANM. Deste total, 98 não mostravam indícios de atividade mineradora, apesar da existência formal das licenças. Equipes de reportagem da Reuters, que acompanharam a apuração, sobrevoaram duas dessas áreas e confirmaram a ausência de mineração, enquanto identificaram uma operação ilegal ativa em uma área protegida próxima.
Impactos Ambientais e Sociais
Os impactos dessa atividade ilegal são severos e multifacetados. A contaminação de rios por mercúrio e outros produtos químicos, o desmatamento e a perda da fauna são algumas das consequências diretas mencionadas no estudo. Lideranças do povo Kayapó, no Pará, relatam que a degradação ambiental compromete diretamente a alimentação e a subsistência de suas comunidades.
O Greenpeace alerta que a facilidade com que as permissões falsas são utilizadas incentiva a contínua expansão do garimpo ilegal, minando os esforços de conservação e proteção dos direitos territoriais. A Agência Nacional de Mineração, por sua vez, declarou que acompanha os casos e reconhece os desafios de fiscalização em larga escala na Amazônia, devido ao grande volume de autorizações.
Dados chave:
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Período da análise | 2018 a março de 2026 |
| Ouro comercializado | 26,8 toneladas |
| Valor movimentado | Aproximadamente US$ 3,88 bilhões |
| Áreas analisadas | 187 autorizações da ANM |
| Áreas sem atividade | 98 áreas com licença formal, mas sem mineração |
Relevância para o Leitor
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Fuente: olhardigital.com.br – https://olhardigital.com.br/2026/05/31/ciencia-e-espaco/ouro-ilegal-na-amazonia-e-lavado-por-permissoes-falsas-e-movimenta-quase-us-4-bilhoes-aponta-greenpeace/
