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Executivo da Fertitta vê improvável legalização de jogos no Texas e prevê que Suprema Corte dos EUA favoreça regulação estadual em mercados de previsão
Steven Scheinthal, conselheiro geral da Fertitta Entertainment, afirmou que a legalização de jogos no Texas não deve ocorrer nos próximos anos e que a Suprema Corte dos EUA deve decidir a favor dos estados no caso dos mercados de previsão. Entenda o impacto para o setor regulado.

O conselheiro geral da Fertitta Entertainment, Steven Scheinthal, afirmou à Nevada Gaming Commission que a legalização de jogos de azar no Texas não deve avançar nos próximos anos e que a Suprema Corte dos Estados Unidos deve decidir a favor da regulação estadual nos casos envolvendo mercados de previsão (prediction markets). O depoimento ocorreu na quinta-feira, 26 de julho de 2026, durante processo de licenciamento de Scheinthal como membro do conselho da Fertitta Entertainment.
Scheinthal, que também é vice-presidente executivo da empresa controlada por Tilman Fertitta, foi enfático ao comentar as tentativas frustradas da Las Vegas Sands de aprovar jogos no Legislativo texano. “Com base na política atual do estado, não vejo que o jogo chegue ao Texas”, disse. “As coisas podem mudar, mas se a política permanecer a mesma em 2028, nada mudará no Texas até 2032.” A declaração aponta para um cenário de impasse que pode se estender por mais de uma década, mesmo com o forte lobby de grandes operadores.
Mercados de previsão sob foco da Suprema Corte
O segundo tema abordado por Scheinthal foi o litígio entre estados e operadores de mercados de previsão, como Kalshi e Polymarket, que aceitam apostas esportivas e financeiras sob a chancela da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), agência federal dos EUA, em vez de se submeterem às leis estaduais. Nevada e outros estados travam batalhas judiciais que devem chegar à Suprema Corte.
“Em última análise, a Suprema Corte dirá que cabe aos estados decidir, e caberá a cada estado determinar as regras”, afirmou Scheinthal. “Se os estados tornarem isso ilegal, não acredito que uma empresa de mercados de previsão consiga apontar para a CFTC como proteção, depois que a Suprema Corte se pronunciar.” Ele baseou sua análise em decisões anteriores da Corte sobre direitos dos estados, sugerindo que a maioria conservadora tende a fortalecer o poder estadual.
A visão de Scheinthal ecoa a de um investidor famoso que lucrou bilhões com o crash do mercado imobiliário em 2008 e que, segundo ele, aplicou recursos em FanDuel e DraftKings por acreditar que os mercados de previsão serão fechados pelos estados e pela Suprema Corte.
Pontos principais
| Fato | Fonte | Relevância para o Brasil |
|---|---|---|
| Scheinthal vê improvável legalização de jogos no Texas até 2032 | Depoimento na Nevada Gaming Commission (jul/2026) | Mostra que mesmo nos EUA a expansão regulatória enfrenta barreiras políticas |
| Suprema Corte deve favorecer regulação estadual sobre mercados de previsão | Análise de Scheinthal baseada em precedentes da Corte | Reforça o debate sobre federação vs. União no Brasil, onde estados também buscam competências |
| Tilman Fertitta detém ~2% da DraftKings, sem controle ou assento no conselho | Declaração de Scheinthal à comissão | Esclarece conflitos de interesse em empresas listadas, relevante para transparência no setor |
O que isso significa para o Brasil
Para leitores do SafeCasinoCompare Brasil, o posicionamento de Scheinthal oferece um paralelo útil. O Brasil está construindo seu mercado regulado de apostas de quota fixa sob a supervisão do Ministério da Fazenda (SPA), enquanto estados como Rio de Janeiro e Paraná buscam suas próprias regras. A discussão sobre quem regula mercados de previsão — se a União ou os estados — também pode surgir no Brasil, especialmente com o crescimento de plataformas que operam com contratos baseados em eventos esportivos ou políticos.
A decisão da Suprema Corte dos EUA, caso confirme o poder estadual, pode servir de referência para a interpretação do federalismo brasileiro. No entanto, o cenário jurídico brasileiro é distinto, e o STF já possui jurisprudência consolidada sobre a competência da União em matéria de apostas (ADC 42, RE 966.177). Ainda assim, o caso americano reforça a importância de fontes oficiais e regras claras para proteger consumidores.
Fertitta e DraftKings: sem conflito, mas com investimento
Durante o depoimento, Scheinthal também esclareceu a relação de Tilman Fertitta com a DraftKings. A empresa de Fertitta possui cerca de 2% das ações da DraftKings, mas ele não exerce controle nem integra o conselho. A NBA havia sinalizado que, se Fertitta fosse membro do conselho, a DraftKings precisaria remover o Houston Rockets (time de propriedade de Fertitta) de seu aplicativo. “Isso não era algo que a DraftKings estava disposta a fazer”, explicou Scheinthal. “Então Tilman concordou em nunca se tornar membro do conselho. Ele não tem controle operacional. É um investidor como qualquer um de nós que pode ter algumas ações da DraftKings.” Scheinthal também revelou que possui ações da empresa.
O episódio ilustra a complexidade das relações entre operadores de jogos, times esportivos e plataformas de apostas — um tema que também interessa ao Brasil, onde clubes e ligas firmam parcerias cada vez mais frequentes com casas de apostas.
Fonte: CDC Gaming Reports – “Fertitta Entertainment counsel doubts Texas will legalize gaming, expects SCOTUS to favor state regulation of prediction markets” (26/07/2026). https://cdcgaming.com/fertitta-entertainment-counsel-doubts-texas-will-legalize-gaming-expects-supreme-court-to-favor-state-regulation-of-prediction-markets/
