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Better Collective mantém projeção para 2026 e aposta em mercados de previsão nos EUA; Brasil segue como desafio regulatório

Grupo de mídia digital de esportes registrou receita de €175 milhões no primeiro semestre, alta de 7%, mas menciona custos regulatórios no Brasil como entrave. Mercados de previsão nos EUA surgem como novo motor de crescimento.

Atualizado em ago 25, 2026 por Redação SafeCasinoCompare 18+ jogo responsavel
Fachada da sede do Better Collective em Copenhagen, Dinamarca
Fachada da sede do Better Collective em Copenhagen, Dinamarca
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A Better Collective, grupo dinamarquês de mídia digital esportiva e afiliados de iGaming, divulgou seus resultados financeiros do primeiro semestre de 2026 com receita consolidada de €175 milhões, um aumento de 7% em relação aos €164 milhões registrados no mesmo período de 2025. O EBITDA antes de itens especiais subiu 17%, para €52,1 milhões.

Apesar do crescimento, a empresa mencionou que custos regulatórios no Brasil e no Reino Unido continuam a pressionar as operações. Para o leitor brasileiro que acompanha o mercado de cassinos e apostas esportivas, o relatório da Better Collective oferece um termômetro sobre como grandes grupos de afiliados enxergam o ambiente de negócios no país após a regulamentação das apostas de quota fixa.

Pontos principais Detalhes
Receita H1 2026 €175 milhões (+7% vs H1 2025)
EBITDA (antes de itens especiais) €52,1 milhões (+17%)
América do Norte Receita de €50 milhões no acumulado do ano, 29% da receita total
Brasil Mencionado como fonte de “custos regulatórios” e “entraves”
Novo vertical Mercados de previsão nos EUA já contribuem positivamente

América do Norte como motor de crescimento

O relatório destaca a América do Norte como o principal vetor de crescimento do grupo. A receita na região atingiu €24,2 milhões no segundo trimestre, alta de 35% ante os €17 milhões de 2025. No acumulado do semestre, a receita norte-americana chegou a €50 milhões, superando as expectativas da administração e representando cerca de 29% da receita total do grupo.

A margem operacional na América do Norte melhorou significativamente, retornando ao patamar de 25%, ante apenas 5% em períodos anteriores. O EBITDA da região no semestre ficou em €14 milhões. A empresa manteve os custos operacionais estáveis em €18 milhões no trimestre, sinalizando maior eficiência.

O ativo Playmaker HQ foi citado como destaque, impulsionando a receita de patrocínios em 66%, para €8,7 milhões. A Better Collective também está expandindo sua presença no Canadá, entrando no mercado de Alberta com as marcas Action Network, The Nation Network e Canada Sports Betting.

Mercados de previsão: novo motor

Em março de 2026, a Better Collective lançou hubs editoriais dedicados a mercados de previsão (prediction markets) nos EUA, integrados às marcas Action Network e VegasInsider. Jesper Søgaard, cofundador e co-CEO, afirmou que a iniciativa já apresenta resultados positivos.

“Estamos satisfeitos com o desenvolvimento dos mercados de previsão nos EUA”, disse Søgaard. “Começamos o ano com um player ativo nesse mercado e, no segundo trimestre, conseguimos mais um. Sabemos que, para os esportes nos EUA, o início da NFL é um marco importante”, completou.

O executivo indicou que as ambições dos players de mercados de previsão são altas e que a empresa espera aceleração com a temporada da NFL.

Brasil: custo regulatório e incertezas

Para o público brasileiro, o ponto mais relevante do relatório é a menção explícita ao Brasil como fonte de “custos regulatórios” e “entraves” que compensam parte dos ganhos obtidos na América do Norte. A Better Collective não detalhou quais custos específicos no Brasil estão pesando, mas o contexto regulatório brasileiro tem sido desafiador para operadores e afiliados.

Desde a regulamentação das apostas de quota fixa pela Lei 14.790/2023 e a atuação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, o mercado brasileiro passou a exigir conformidade com regras de publicidade, licenciamento e proteção ao jogador. Afiliados internacionais como a Better Collective precisam adaptar suas operações para atender às exigências locais, o que gera custos adicionais.

A menção ao Brasil como “entrave” sugere que, apesar do potencial de crescimento, o custo de conformidade regulatória no país ainda é visto como um obstáculo significativo para grupos globais de afiliados.

O que isso significa para o leitor brasileiro

Para quem acompanha o mercado de cassinos e apostas no Brasil, o relatório da Better Collective reforça que:

  • Grandes grupos de afiliados seguem interessados no Brasil, mas enxergam o ambiente regulatório como custoso e incerto.
  • A tendência de diversificação para mercados de previsão (prediction markets) pode chegar ao Brasil no futuro, mas ainda não há indicativos concretos.
  • A pressão por conformidade com as regras da SPA deve continuar, impactando a forma como bônus e ofertas são divulgados no país.

A Better Collective manteve a projeção para o ano fiscal de 2026, indicando confiança na recuperação das operações norte-americanas e na contribuição dos novos verticais. O grupo afirmou que segue focado em “crescimento lucrativo, alavancagem operacional e construção de uma empresa cada vez mais escalável e eficiente”.

Fonte: SBC News – Better Collective resets US engine against new drags (https://sbcnews.co.uk/affiliatenews/2026/08/21/better-collective-growth-engine/)